Toda solidariedade ao Museu Nacional e seus trabalhadores

Por Carolina Pessôa e Tamyres Matos //

O incêndio do Museu Nacional é, como tantos fatos recentes, mais um episódio lamentável da história do país. Foram 20 milhões de itens insubstituíveis e 200 anos de existência transformados em cinza e tristeza. A tragédia é resultado de uma precarização de anos, como abordado várias vezes pela imprensa. Infelizmente, um dano irreparável.

Entre os principais itens do conjunto museológico que se perderam estão múmias egípcias; o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado no Brasil; e as ossadas do dinossauro conhecido como “dinoprata”. Tratava-se do maior museu de história natural da América Latina e um dos maiores do mundo.

(Saiba mais sobre o acervo aqui)

Para a maioria dos brasileiros provavelmente um museu de história natural não devia ter tanto valor, apesar de sua inegável importância para centenas de pesquisadores e estudantes. No máximo, grande parte das pessoas achava “legal”. De qualquer forma, acontecimentos como esse costumam gerar comoção. E não é pra menos. Para além de qualquer juízo de valor, são empregos, histórias, vidas inteiras de inúmeros trabalhadores que cuidavam do acervo. O museu era de mortos, mas lá dentro tinha muita gente viva. Gente que trabalhava todo dia naquilo. Todo santo dia. Lutando para preservar algo que hoje simplesmente é pó.

O fogo começou na noite de domingo (2/07) e fez a semana começar triste, repleta de desesperança. Mais uma vez o Brasil estava vergonhosamente exibido nas páginas da imprensa nacional e internacional.

Porém, apesar de tudo, é preciso não desanimar e buscar forças para a reconstrução. Não a física, essa impossível, mas a espiritual e psicológica. Secar as lágrimas e reagir. Os funcionários estão lutando para recuperar o que restou, e contam também com a ajuda da população. Além disso, foi anunciado um plano de recuperação do Museu, e ajuda internacional.

Os escritos em frente ao local podem fazer chorar, mas também devem nos ajudar a repensar o nosso caminho enquanto País:

“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”. 

 

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