Sonho é meta, mas também é trajeto

Por Tamyres Matos, jornalista e colaboradora do blog //

A narrativa da conquista dos sonhos tem um apelo universal. Todos, em qualquer idioma, religião e costume cultural têm seus sonhos. Alguns realizáveis. Outros bem improváveis, mas ainda assim possíveis. Além de uma miríade de metas impossíveis.

Sonhos são alimento para a imaginação, nos inspiram e ajudam a criar objetivos para nosso dia a dia. Mas e quando os sonhos parecem distantes e extremamente difíceis de serem realizados? Vivemos em uma sociedade repleta de limitações. O capital (no caso, a falta dele) é um dos principais elementos limitantes. Mas existem diversos outros. A mais comum mensagem de incentivo é: nunca desista dos seus sonhos. Certo? Acho que podemos reiterar a mensagem dessa frase, mas é preciso atenção para não criar uma obsessão que pode ter como consequência o efeito de eterno fracasso (fracassos também devem ser aceitos como parte natural da vida, mas esse é papo para outro texto).

Ter um sonho é uma metáfora para nossa trajetória na vida. O mais importante não é o ponto de chegada, mas o caminho percorrido. E esse é daqueles raciocínios que de tanto se repetirem viraram clichês, mas que nem sempre quem o reproduz internaliza sua real importância. A vida é feita de pouquíssimas certezas e não há manual de instruções. E é claro que não estamos aqui para incentivar desistências. Devemos manter na nossa vida aquilo que nos faz bem, nos faz evoluir enquanto seres humanos. Assim como devemos desistir, sim, daquilo que nos faz mal, nos torna obcecados. É claro que ao ler isso, alguém pode contra-argumentar apontando algum caso de sucesso de alguém que foi acusado de ser obsessivo. O objetivo desse texto, repitamos com ênfase, não é ensinar ninguém a viver, pois cada trajeto é único, mas apontar os caminhos que consideramos mais saudáveis.

Acreditamos que sonhos são combustíveis de vida. Eles servem para ser aquela chama que nos acende por dentro, aquela energia que nos empurra para frente. Eles nos incentivam a criar metas de percurso, a ter força diante dos desafios que surgem. Não desista dos seus planos se isso significar que alguém fez você acreditar que não é bom o suficiente. Não se acomode em uma situação onde a infelicidade se torna padrão.

“Onde não puderes amar não te demores”.

A frase seria da atriz italiana Eleonora Duse, da artista mexicana Frida Kahlo, do escritor brasileiro Augusto Branco ou, até mesmo, uma adaptação do trecho de um livro do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. A origem da citação é duvidosa, mas a mensagem é certeira e ampla. Não se tranque dentro de uma caixa recheada das expectativas alheias. Nem seja cruel consigo mesmo. Liberte-se. Sonhe. Continue a nadar.


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