Sabemos… será que deveríamos?

Por Tamyres Matos // A desigualdade bate em nossa porta, gritante e violenta, mas aprendemos a desviar o olhar e seguir adiante, afinal, lutas sociais não pagam as contas.

Somos amadas com pressa e sem carinho, não sentimos a chama do afeto sem reservas, mas o medo da solidão faz com que nos voltemos vez por outra a aceitar menos do que merecemos.

Insistimos em trabalhos que não nos fazem felizes (é um fato que nossa geração bate muito nessa tecla, mas sabemos o que a vida adulta segue impondo à maioria dos reles mortais), mas olha aqui os boletos vencendo de novo.

Passamos mais tempo reclamando do que não dá certo do que agradecendo nossas diversas bênçãos diárias.

Gastamos muito tempo preocupados com o que não lemos, com os discos que não ouvimos, os filmes que precisamos “ver antes de morrer” e pouco tempo sorvendo a vida presente em tudo o que já nos tocou.

Escrevemos muitas frases de efeito nas legendas das redes sociais, citamos trechos que encantam à primeira vista, mas acabamos caindo nas mesmas armadilhas da superficialidade e do círculo vicioso da vida apressada.

Aparentamos orgulhosamente ser pessoas que não se preocupam com a opinião alheia, mas volta e meia estamos nós deixando de fazer algo que nos faz feliz por que “mas o que vão pensar de mim?”

Nada disso é simples. A vida adulta é um processo repleto de meandros, dores em demasia, aprendizados que nos estapeiam. Mas ela é o presente mais raro e bonito que vamos receber do universo (ou de Deus, ou de Javé, ou de Alá, ou de Tupã, ou de Olorum…). Contemplar e viver o agora é sempre uma urgência.

(Texto com inspiração no “Eu sei, mas não devia”, de Marina Colasanti)

 

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