O show deve (tem que) continuar

Nina chegou do trabalho cansada. Tinha outro compromisso, mas desistiu. Foi direto pro banheiro tirar a maquiagem. Não prestou atenção no que fazia e acabou passando removedor de esmalte no rosto. “Caramba, quase vai no olho!” rs

Resolvido o problema, foi tomar banho. Mas depois do shampoo, percebeu que não tinha condicionador. Seu cabelo ficou duro, horrível. Tentou amenizar com um creme. Estava tudo meio confuso, como a vida meio confusa dela, onde outro dia desses estava sentindo como se seu coração fosse “torradas quebradas”**.

Mas as soluções iam aparecendo como que num passe de mágica. Ou algum malabarismo tecnológico que só pessoas da área entendem. Daqueles que você acrescenta um código qualquer e “tchum”, uma coisa aparece ou some.

E foi mais ou menos assim que aconteceu. Só que em vez de um código qualquer, a solução foi musical mesmo. Um amigo de Nina entendedor de tecnologia (um sábio) disse que gostava de Queen. Ela então, que estava querendo ouvir algo diferente do de sempre, resolveu escutar e foi dormir. Até que foi acordada pela música: “The show must go on”. Que susto! Abriu os olhos na mesma hora! E lembrou de um momento importante da sua vida em que tocou essa música. Um momento que estava esquecido no fundo da sua memória (ou guardado, bem guardado).

E aí, como em um estalo, percebeu que isso fazia todo sentido. E começou a sentir as torradas se juntarem novamente, ao som da música. Ela, que às vezes era acordada por sonhos fortes, dessa vez foi sacudida pela realidade trazida pela música que tocou no celular.

E a canção dizia: The show must go on! (o show deve – tem que – continuar)

**Esse texto é a terceira possibilidade de final para o clássico Torradas Quebradas

A segunda possibilidade de final é Como sou tola no amor

 

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