O prazer da leitura

Por Tamyres Matos, jornalista e colaboradora do blog //

*o ler. subjetivo.

Ler é ampliar-se. A forma como se lê tem se alterado ao longo dos tempos, muitos hoje em dia preferem as telas. Quem vos escreve, teimosamente, ainda prefere o papel. Leitura é base para o conhecimento. Mesmo que vídeos e áudios ganhem cada vez mais importância, os escritos ainda são documentos históricos e essenciais registros da subjetividade. Ler é descobrir e descobrir-se.

Os livros, não muitos deles e nem os mesmos para diferentes pessoas, são primordiais para a construção do ser humano (processo esse contínuo e, provavelmente, nunca concluído). Acredito nisso com uma fé fervorosa porque é como me sinto, digo em primeira pessoa para reforçar. Temos a imensa responsabilidade de não deixar essa hábito adormecer. Lê-se cada vez menos, cada vez mais superficialmente. A pressa multiplataforma toma conta da sociedade em um ritmo que pode ser descrito, sem exageros, como alucinante.

O conhecimento pode ser construído de várias formas, é claro. Existe o vivenciar, o empirismo. Existe o falar e, principalmente, o ouvir. As trocas. Não queremos aqui dizer que os livros são as únicas e magnânimas fontes de conhecimento possíveis. Mas queremos, sim, enfatizar o tamanho da transformação que um bom texto e o hábito de leitura pode trazer para o espírito de alguém.

Terminar um livro marcante, por exemplo, é uma sensação estranha. Incrível e terrível ao mesmo tempo, fica a certeza de que aquelas páginas tatuaram sua subjetividade. Dá uma saudade imediata de descobrir aquelas letras, aqueles pensamentos que deixam a certeza de que somos tão minúsculos diante da complexidade da existência, mas que isso não é necessariamente ruim.

Um bom livro é uma metáfora da vida. O agridoce existir. Uma delícia de dor.

*o ler. objetivo.

Reduz estresse. Um estudo da Universidade de Sussex apontou que ler apenas seis minutos diários pode reduzir os níveis de irritabilidade em até 68%.

Amplia vocabulário. Essa é uma matemática simples: quanto maior o repertório de sentenças você conhece, mais habilidade você tem para se comunicar.

Sensibilidade ao não vivido. Uma pesquisa da Universidade Emory (Estados Unidos) evidenciou que ler tem reflexo direto no nosso cérebro por dias, como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos sobre o qual estamos lendo (biologicamente falando).

Desenvolve empatia. Um estudo publicado na revista Psychology Today provou que a leitura tem como resultado direto o aumento da nossa capacidade de sentir empatia. Ao ler, nos conectamos com a realidade de outro alguém (fictício ou não) e podemos chegar mais perto de entender o que é ser aquela outra pessoa.

Diminui riscos de Alzheimer. Instituições de ensino em diversas partes do mundo comprovaram os riscos de sofrer de mal de Alzheimer são reduzidos em 30% quando a pessoa tem o hábito da leitura.

Essa lista de fatos poderia seguir por diversos tópicos ainda, mas acreditamos que a mensagem central foi reforçada. Nossa dica é: leia, descubra e descubra-se. É um desafio agradável de se aceitar.


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