Amor ou apego em excesso?

Relacionamentos amorosos são complicados. Para além do sentimento, uma série de outros fatores interferem na convivência de um casal. Tantos, que é impossível fazer uma lista, mas poderíamos citar disponibilidade de tempo para a convivência, paciência e vontade de aprender um com o outro, características em comum, etc.

Mas um dos pontos que costuma gerar grandes problemas é a questão do apego, que em excesso pode levar a uma codependência emocional. O assunto foi abordado no jornal El País.

“Uma forma de se entregar ao outro que, no imaginário romântico, é entendida como o amor mais grandioso. Tão grandioso que pressupõe autoimolação. Uma pessoa codependente se envolve em um tipo de sentimento que não corresponde ao amor, apesar de parecer que sim. Trata-se de um sentimento enorme e incontrolável, que não nasce de um afeto ou desejo sadios por alguém, mas de uma carência dolorosa”.

Leia a íntegra da matéria aqui.

É preciso ter muito cuidado para perceber a diferença entre uma coisa e outra. O amor, por maior que seja, não deve suprimir a individualidade de cada um, nem gerar uma forma de vida onde um não consegue ficar sem o outro. Em uma relação saudável é preciso manter o próprio espaço pessoal.

O tema, de certa forma, foi retratado pelo músico Renato Russo na música Ainda é Cedo. De repente ele nem conhecia esse conceito, mas parecia entender muito bem o que ele ilustra.

“Uma menina me ensinou. Quase tudo que eu sei. Era quase escravidão. Mas ela me tratava como um rei. Ela fazia muitos planos. Eu só queria estar ali. Sempre ao lado dela. Eu não tinha aonde ir. Mas egoísta que eu sou. Me esqueci de ajudar. A ela como ela me ajudou. E não quis me separar. Ela também estava perdida. E por isso se agarrava a mim também. E eu me agarrava a ela. Porque eu não tinha mais ninguém”.

Não se agarre a alguém como se não houvesse mais nada no mundo. A vida é grande, imensa, e cheia de caminhos. A felicidade pode estar onde você menos espera. Acima de tudo, ela está dentro de você. Para amar o outro é preciso primeiro amar a si mesmo.

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